Preço dos alimentos dispara no mundo, a quem interessa?
Um relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, sugere que o preço de alimentos básicos, em países em desenvolvimento, deve continuar alto neste ano.
O documento divulgado em Roma na sexta-feira (11/04) indica que o aumento médio no preço dos grãos deve ser de 56% contra 37% registrados entre 2006 e 2007. O relatório indica também que os alimentos que tiveram os maiores aumentos foram o arroz, milho e trigo.
Por certo ninguém fala do aumento dos insumos para produção que estão sob controle dos países ricos.
No meio de toda esta confusão, várias organizações internacionais e países do primeiro mundo começam a bombardear o programa de bicombustíveis brasileiro, alegando que ele vai contribuir para o aumento dos alimentos.
Mas qual o motivo? Qual o Interesse?
Eles alegam que o plantio de alimentos seria substituído pelo de bicombustíveis, e assim, com a diminuição das lavouras de alimentos, o preço destes subiria naturalmente.
Eu pergunto, em que país? No Brasil ou nos Estados Unidos onde tudo é subsidiado. Nos países em desenvolvimento que possuem diversas áreas livres para plantio sem subsídio, ou na Europa onde o governo “banca” os altos custos da produção agrícola, respondendo inclusive a diversos processos na Organização Mundial de Comércio, a OMC.
Sabemos que apesar da maior parte do petróleo estar em poder dos países árabes, por trás de todos estão grandes empresas ocidentais que ainda exploram o ouro negro.
O programa de bicombustíveis brasileiro começa a ameaçar a hegemonia e o lucro destes países e empresas, apresentando uma alternativa energética “ecologicamente” correta.
Quem é contra possui interesses não muito éticos para com a humanidade e começa a jogar pesado, fazendo de tudo para que o preço dos alimentos dispare, para que possam obter mais lucro, e barrar o avanço brasileiro. RicardoOrlandini.net