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Atualidades Ciêntíficas, História em Geral e Artes Diversas

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01.04.09

Frases famosas II

                                 About the necessity of compromise
                           (Sobre a necessidade de ter um compromisso)

Lots of times you have to pretend to join a parade in which you're not really interested in order to get where you're going.
(Muitas vezes você pretende juntar-se a um desfile no qual você não esta realmente interessado na direção de que ele vai tomar).
Christopher Darlington Morley (1890-1957)

In any free society, the conflict between social conformity and individual liberty is permanent, unresolvable, and necessary.
(Numa sociedade, o conflito entre a conformidade social e a liberdade é permanente, sem solução e necessária).
athleen Norris


                                             sobre a humildade


My opinions may have changed, but not the fact that I'm right.
(Minha opinião pode mudar, mas não o fato de que estou certo).
© Ashleigh Brilliant

The fellow who thinks he knows it all is especially annoying to those of us who do.
(O camarada que pensa que sabe tudo é especialmente inoportuno para aqueles de nós que sabemos).
George Burns (1896-1996)para aqueles de nós que sabemos).

Too bad all the people who know how to run this country are busy running taxicabs or cutting hair.
(É ruim: todas as pessoas que sabem como dirigir este pais são motoristas de táxis ou cabeleireios).
George Burns (1896-1996)

The only fool bigger than the person who knows it all is the person who argues with him.
(A maior bobagem é a pessoa que sabe tudo sobre um assunto e arruma alguém para discutir com ela).
Stanislaw Jerszy Lec (1909- )

Doubt is not a pleasant condition, but certainty is absurd.
(A dúvida não é uma condição agradável, mas a certeza é um absurdo).
Voltaire [François Marie Arouet] (1694-1778)

To be absolutely certain about something, one must know everything or nothing about it.
(Para estar absolutamente certo sobre algo, devemos saber tudo ou nada sobre ele.
Olin Miller

It is better to deserve honors and not have them than to have them and not deserve them.
(É melhor merecer honra e não te-la quando temos e não merecemos).
Mark Twain [Samuel Langhornne Clemens] (1835-1910)
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  • Postado em 22:07:51

31.03.09

Frases Famosas I

                                     SOBRE A FELICIDADE

There is only one success: to be able to spend your life in your own way, and not to give others absurd maddening claims upon it.
(Só um existe um sucesso: ser capaz de passar a sua vida à sua maneira, e não dar bolas para os reclamações loucas e absurdas dos outros sobre ela).

Christopher Darlington Morley (1890-1957)

                                 SOBRE SER VOCÊ MESMO

If all pulled in one direction, the world would keel over.
(Se tudo se arrastasse em uma só direção, o mundo se inclinaria).
Provérbio Iídiche (judeu-alemão)

The man who never makes a mistake always takes orders from one who does.
(O homem que nunca comete um erro sempre recebe ordens de quem erra).

No man or woman who tries to pursue an ideal in his or her own way is without enemies.
(Todo o homem ou mulher que tenta seguir um ideal próprio sempre terá inimigos).
Daisy Bates (1863-1951)

Do just once what others say you can't do, and you will never pay attention to their limitations again.
(Faça justamente o que os outros dizem que você não pode fazer e você numa mais prestará atenção à  limitações deles novamente).
James R. Cook

If a million people say a foolish thing, it is still a foolish thing.
(Se um milhão de pessoas falam uma coisa tola, ela ainda é uma coisa tola).
Anatole France [Jacques Anatole Thibault] (1844-1924)

When people are free to do as they please, they usually imitate each other.
(Quando as pessoas estão livres de fazer o que lhes agradarem, normalmente elas imitam uns aos outros).
Eric Hoffer (1902-1983)

When all think alike, no one is thinking very much.
(Quando todos pensam da mesma maneira, ninguém na verdade está pensando muito).
Walter Lippmann (1889-1974)

Every generation laughs at the old fashions, but follows religiously the new.
(Cada geração ri das modas passadas, mas seguem religiosamente a nova).
Henry David Thoreau (1817-1862)

We are discreet sheep; we wait to see how the drove is going, and then go with the drove.
(sheep
(Nós somos ovelhas discretas; esperamos  para ver como o rebanho está indo e então seguimos o rebanho).
Mark Twain [Samuel Langhornne Clemens] (1835-1910)

Whenever you find you are on the side of the majority, it is time to pause and reflect.
(Sempre que vir que você está do lado da maioria, é tempo de parar e refletir).
Mark Twain [Samuel Langhornne Clemens] (1835-1910)

It is dangerous to be right in matters on which the established authorities are wrong.
(É perigoso estar certo sobre assuntos sobre os quais as autoridades estalecidas estão erradas)
Voltaire [François Marie Arouet] (1694-1778)
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  • Postado em 23:10:59

29.03.09

FRASES FAMOSAS

                                 SOBRE A VIDA

“What does not kill me makes me stronger.”
(O que não me matar deixa-me mais forte ainda).
Friedrich Wilhelm Nietzsche - Twilight of the Idols (1889)

Minds are like parachutes. They only function when they are open.
(Mentes são como pára-quedas. Só funcionam se estiverem abertas).
Sir James Dewar, Scientist (1877-1925)

Few things are harder to put up with than the annoyance of a good example.
(Poucas coisas são as mais difíces de fazer do que o aborrecimento dar um bom exemplo).
Mark Twain [Samuel Langhornne Clemens] (1835-1910)

Life is the art of drawing sufficient conclusions from insufficient premises.
(A vida é a arte de extrair conclusões suficientes de premissas insuficientes).
Samuel Butler (1612-1680)

It is not enough to do your best; you must know what to do, and THEN do your best.
(Dar o melhor de si não é o suficiente; você deve saber o que fazer e QUANDO dar o melhor de si).
W. Edwards Deming

All my life I've wanted to be someone; I guess I should have been more specific.
(Toda a minha vida eu quis ser alguém; Acho que eu devia ter sido mais específica).
Jane Wagner/Lily Tomlin (1939- )

Do the right thing. It will gratify some people and astonish the rest.
(Faça a coisa certa. Agradará algumas pessoas e surpreenderá o resto).
Mark Twain [Samuel Langhornne Clemens] (1835-1910)

We think in generalities, but we live in details.
(Pensamos nas generalidades, mas vivemos de minúcias).
Alfred North Whitehead (1861-1947)

Twenty years from now you will be more disappointed by the things you didn't do than by the ones you did. So throw off the bowlines, Sail away from the safe harbor. Catch the trade winds in your sails. Explore. Dream.

(Daqui a vinte anos estará mais arrependido pelas coisas que não fez do que pelas que fez. Então, solte as amarras. Afaste-se do porto seguro. Aguarre os ventos (alísios) em suas velas. Explore. Sonhe. Descubra.).
Mark Twain [Samuel Langhornne Clemens] (1835-1910)

In life we all have an unspeakable secret, an irreversible regret, an unreachable dream and an unforgettable love.
(Na vida temos um segredo irrevelável, um arrependimento irreversível, um sonho intangível e um amor inesquecível).
Diego Marchi
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  • Postado em 17:12:39

21.09.08

Personagens de o duello de 1906

José Gomes Pinheiro Machado (Cruz Alta, 8 de maio de 1851Rio de Janeiro, 8 de setembro de 1915) foi um dos mais influentes políticos brasileiros do início do século XX.

A Gazeta de Notícias foi um periódico publicado no Rio de Janeiro, do último quartel do século XIX até 1942.

Fundado por Manuel Carneiro, Ferreira de Araújo e Elísio Mendes, circulou a partir de Agosto de 1875. Inovador em seu tempo, abriu espaço para a literatura (que publicava em folhetins) e debatia os grandes temas nacionais. Anti-monarquista e abolicionista, foi em suas páginas que José do Patrocínio (sob o pseudônimo de Prudhome) iniciou a sua campanha pela Abolição (1879). Machado de Assis, Capistrano de Abreu, e os portugueses Eça de Queiróz e Ramalho Ortigão, entre outros, também escreveram em suas páginas.

Edmundo Bittencourt fundou o jornal Correio da Manhã em 15 de junho de 1901, que tinha como característica fazer um jornalismo opinativo. Nascido em 1866, veio a falecer em 1943. Edmundo nasceu no Rio Grande do Sul, era advogado, instruído e aristocrático. O Correio da Manhã foi um dos periódicos mais lidos do país e ajudou a derrotar a República Velha. O jornal parou de funcionar em 1974.

 



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  • Postado em 23:10:26

O DUELLO - 1906

Entre o senador Pinheiro Machado e o dr. Edmundo Bittencourt.
As condições do encontro -  A pistola e a dez passos.
 O encontro.
O dr. Bittencourt á discreção do general Pinheiro Machado.
Ferimento na nádega - Outras notas.


    Reproduzimos, ha dias, nestas columnas, os pormenores dados pela Gazeta de Notícias, do Rio, sobre o duello ali havido entre o ilustre senador Pinheiro Machado e o dr. Edmundo Bittencourt, director do Correio da Manhã.
    Transcrevemos hoje o que, sobre o mesmo encontro, publicou o Paiz, em sua edição de 24 do mez findo:
    <Ha alguns dias, o general Pinheiro Machado, que, nestes últimos tempos, tem sido alvo predilecto das injurias soezes do Correio da Manhã, deliberou exigir do director desse jornal uma reparação pelas armas. Dessa missão s. exc. encarregou a dois de seus amigos: o senador Ramiro Barcellos e o general Hermes da Fonseca.
    Procurado por esses cavalheiros, o sr. Edmundo Bittencourt disse que não se podia bater á espada, porque não sabia manejal-a, ao que retorquiu o senador Ramiro Barcellos que, posto que fosse offendido, o  general Pinheiro Machado deixava-lhe a escolha das armas. Ficou  decidido logo que o encontro fosse á pistola.
    De ordinário, os encontros á pistola são ajustados entre vinte e vinte e cinco passos: este ficou resolvido que fosse a dez passos, quasi á queima-roupa, pois é quasi ímpossivel a essa distancia, errar uma bala, tendo por alvo um homem, ainda que não saiba atirar.
    Na ultima reunião das testemunhas, as quaes por parte do sr. Edmundo Bittencourt, director do Correio da Manhã, eram os srs. Osmundo Pimentel, reporter, e Vicente Piragibe, secretario da redacção daquelle jornal, ficou ajustado que o duello tivesse logar hontem, ás 8 1/2 horas da manhã, na praia do Ipanema, por traz do hotel ahi existente, e que os adversarios trocariam um tiro a dez passos de distancia.
    Ante-hontem á noite, o general Pinheiro Machado, como de costume, recebeu grande número de amigos, com os quaes conversou com a mais absoluta serenidade. Dentre esses amigos, só um, o senador Ruy Barbosa, sabia que na manhã seguinte o general Pinheiro Machado teria um encontro, em que punha a vida em risco: todos os demais nem de leve suspeitavam semelhante cousa. Para tranquilidade de sua senhora, o general Pinheiro Machado dissera ao jantar que o general Hermes o havia convidado para assistir a um exercicio militar, que se realisaria na manhã seguinte: isso explicaria que s. exc. saisse de casa ao romper do dia. Effectivamernte, cerca de 6 horas da manhã, s. exc. tomou o seu carro e dirigiu-se para Ipanema.
    No hotel, onde chegou pelas 7 horas da manhã, encontrou o senador Ramiro Barcellos, chegando pouco depois o general Hermes da Fonseca. Entretiveram-se em palestra até que, approximando-se a hora do encontro, dirigiram-se para o logar aprazado.
    Cerca de cem metros do hotel está a praia, boa extensão da qual é coberto pelo verde intenso da grama brava. Ahi, o senador Barcellos, que era o director do combate, escolheu o logar e contou os passos que deviam medear entre os combatentes. Neste momento, chegava em automovel o sr. Edmundo Bittencourt, acompanhado das suas testemunhas e do dr. Daniel de Almeida, seu medico.
    Ao avistarem o grupo formado na praia, detiveram-se na estrada, porque o automovel não podia vencer o areal, e dirigiram-se a pé a seu encontro. O sr. Edmundo Bittencourt, ao enfrentar o seu adversario, levou a mão ao chapéo: o general Pinheiro Machado deixou esse cumprimento sem resposta, correspondendo ao do dr. Daniel de Almeida.
    Era a hora ajustada para o combate. O Sr. Ramiro Barcellos designou aos combatentes os respectivos logares. Coube o sol ao sr. Edmundo Bittencourt, que protestou não ficar ali, porque o sol o incomodava. O general Pinheiro Machado, dirigindo-se então a elle, pela primeira vez, disse-lhe.
    - Passe para cá. Fique no meu logar. O sol a mim não me incomoda.
    O sr. Edmundo Bittencourt respondeu-lhe:
    -O senhor esta me flauteando.    
    Ao que tornou o general Pinheiro Machado, com a gravidade que lhe é peculiar:
    -Não. O simples facto de ter vindo até aqui já é um movimento de homem de brio.   
    Mas o Sr. Ramiro Barcellos tinha já achado outro logar que elimina o contratempo do sol.
    Os adversarios tomaram as suas posições. O general Pinheiro Machado tinha levado no seu carro a caixa com as pistolas, que eram de grande calibre.
    O sr. Ramiro Barcellos carregou-as e entregou-as: os combatetntes viraram-se de costas, um para o outro, esperando o signal.
    Na posição em que estavam, o sr. Edmundo Bittencourt, olhava para o sr. Ramiro Barcellos e via-lhe o movimento dos labios, a contar os tempos.
    -Um!
    -Dois!
    -Tres!
    Não tinha ainda proferido essa ultima ordem, e o sr Bittencourt já se voltava, puxando o gatilho. A espoleta falhou. Estava o sr Bittencourt á descripcção do general Pinheiro Machado que é um exímio atirador. S. exc., porém, propositalmente atirou para o lado - na linha do valo, mas para o lado. A bala perdeu-se, porque s. exc. quiz que ella se perdesse.
    Houve então um movimento por parte das testemunhas do sr. Bittencourt. O general Pinheiro Machado disse então:
    Os meus actos politicos podem ser atacados politicamente. Desde, porém, que sou aggredido na minha honra pessoal, castigo.
    E voltando-se para o senador Ramiro:   
    -Carrega, Ramiro!
    -O senador Ramiro Barcellos carregou de novo as pistolas e entregou-as. Segunda vez, os adversarios deram-se as costas.
    Segunda vez, o senador Ramiro Barcelos ordenou:
    -Um!
    -Dois!
    -Tres!
    Não se tinha ainda ouvido essa voz de comando e de novo o sr. Bittencourt, muito nervoso, voltava-se precipitadamente, puxando o gatilho. Desta vez a arma disparou: a bala perde-se. De novo , o sr. Bittencourt tinha a vida a mercê do general Pinheiro Machado. S. exc. calmamente baixou a pontaria, ferindo-o na nadega.
    O sr. Edmundo Bittencourt, muito pallido, levou a mao ao logar do ferimento.
    Estavam satisfeitas as condiçoes do duello. O general Pinheiro Machado aproximou-se delle e disse-lhe: -Faço votos para que não seja mortal o seu ferimento. Estou convencido de que é leve.
     O sr. Edmundo Bittencourt deu ainda alguns passos: mas visivelmente não poderia transpor a pé o espaço que o separava do automovel que o conduziu. O general Pinheiro Machado fez então aproximar o seu carro e collocou-o á sua disposição. Assim, foi no carro de s. exc. que o sr. Bittencourt foi levado até ao automovel, que o conduziu á sua residencia.
    O seu ferimento é effectivamente leve.
Correio do Povo, 10 de junho de 1906.
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  • Postado em 16:14:19